Toda mandala tem um centro.


E o centro da mandala pode ser um ponto focal da energia do desenho, da intenção.


Eu às vezes prefiro começar pelas bordas, mas quando começo pelo centro é muito diferente. O foco se torna claro.

E isso ajuda a colocar não só a intenção da arte em si, mas também a colocar mais intenção na hora de fazer os traços. Esse foco e essa definição fazem toda a diferença. Uma coisa é ir, mesmo sem saber bem pra onde. Outra é ir sabendo bem onde se quer chegar. Nem sempre um é melhor que o outro, mas são muito diferentes. E flui muito melhor quando há um centro claro.


E aí já não falo só do desenho. Essa representação de um centro é fundamental. Sem um centro, uma referência particular do meu Eu, não tenho pra onde voltar, tampouco sei pra onde vou. Essa referência é coberta de muitas camadas e expectativas sociais, digitais, de influências múltiplas, mas lá no fundo, onde não sobra nada, esse centro começa a surgir. E vai sendo tateado... independente do que aconteça, temos esse lugar que só é, e ninguém é capaz de roubá-lo enquanto estiver vivo em nós.

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